6.6.11

Pesquisas sobre os vetores da malária

Acaba de sair publicado na revista Unesp Ciência, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), um artigo que descreve as atividades de pesquisa entomológica desenvolvidas no Acre e sul do Amazonas pela equipe do professor Paulo Ribolla, pesquisador daquela instituição. O artigo, intitulado "Cerco à malária", pode ser obtido na íntegra neste link.

A matéria foi escrita pela jornalista Gionava Girardi, editora da Unesp Ciência, e ilustrada com fotografias de Guilherme Gomes. Giovana e Guilherme visitaram a área de trabalho em abril de 2011, acompanhados de nossas equipes de campo. Mais detalhes sobre a viagem estão no blog da revista Unesp Ciência.

Da esquerda para a direita: Em pé, Aline Angêlla (entomologista, Unesp), Giovana Girardi (jornalista, Unesp), Carlos Cavasini (parasitologista, FAMERP), Paulo Ribolla (entomologista, Unesp), Jan Conn (entomologista, Wadsworth Center, Estados Unidos), Paulo Moitinho (entomologista, Unesp e Maria A. Silva (auxiliar, Acrelândia). Agachados, Guilherme Gomes (fotógrafo, Unesp) e Pablo Fontoura (biomédico, USP).

10.5.11

Pé na lama

Há diversos modos de estudar doenças tropicais. Hoje podemos cultivar diversos agentes infecciosos no laboratório e realizar muitos experimentos com esse material. Podemos também utilizar animais de experimentação para elucidar diversos aspectos das doenças humanas que não poderiam ser investigados diretamente no homem. Essas abordagens produzem conhecimento fundamental sobre os agentes infecciosos e as doenças que eles podem causar.

Mas, pensando na formação de novos pesquisadores em doenças tropicais, em um país onde muitas delas ainda são muito comuns, nada substitui o simples ato de colocar os pés na lama e estudar as doenças tropicais no próprio contexto em que elas ocorrem.

Educação em saúde

Muitas doenças tropicais ocorrem simplesmente porque a maioria das pessoas não sabe como previni-las. Conhecer o modo de transmissão de doenças é o primeiro passo para aderir a medidas de prevenção e controle.

Simone L. Andrade (Fiocruz) ministra aula sobre leishmanioses no Ramal do Carlão, Acrelândia, 2008.
Vanessa Nicolete ministra aula sobre malária no Ramal do Remansinho, Amazonas, 2010.
Amanda Gozze ministra aula sobre malária no Ramal do Remansinho, Amazonas, 2010.
Carlos Cavasini (FAMERP) ministra aula sobre parasitoses intestinais no Ramal do Remansinho, Amazonas, 2010.

Caminhos

Distâncias amazônicas. Caminhos de terra, muitas vezes cheios de lama. Calor. Mas muita coisa bonita pelo caminho.
Ramal da Castanheira, Amazonas.
Rumo ao Ramal do Remansinho, divisa entre Rondônia, Amazonas e Acre.

Ramal do Carlão, Acrelândia.
Ramal do Carlão, Acrelândia

BR-364, entre Rondônia e Acre.
Fortaleza do Abunã, Rondônia.
Caminhando pelo Remansinho, Amazonas.


Samaúma na Reserva Porto Dias, Acrelândia


Rodovia BR-364, entre Rondônia e Acre.

Muito trabalho

A pesquisa de campo sobre malária e outras doenças tropicais em Acrelândia e comunidades rurais de seu entorno envolve visitas domiciliares, entrevistas, exame físico, coleta de amostras de sangue para exame e eventuais atendimentos médicos. A cada quatro meses, desde março de 2009, uma equipe completa desloca-se de São Paulo para o ramal do Remansinho, município de Lábrea, Amazonas, para examinar toda a população da área.